Soja: mercado interno travado apesar da alta em Chicago
O mercado brasileiro de soja registrou em fevereiro mais um mês de comercialização arrastada, com preços entre estáveis e mais baixos na maior parte das praças. A alta dos contratos futuros na Bolsa de Chicago não teve impacto significativo no mercado interno, devido a prêmios mais fracos e ao comportamento do câmbio.
A colheita avançando em diversas regiões, os produtores deixaram as vendas em segundo plano, aguardando melhores oportunidades. A produção brasileira de soja em 2025/26 está estimada em 177,72 milhões de toneladas, alta de 3,4% frente às 171,84 milhões de toneladas da temporada anterior.
Em janeiro, a projeção era de 179,28 milhões de toneladas, indicando leve revisão para baixo. A área plantada deve crescer 1,5%, alcançando 48,33 milhões de hectares, ante 47,64 milhões no ciclo anterior. A produtividade média nacional tende a subir de 3.625 quilos por hectare para 3.696 quilos.
A safra brasileira permanece como recorde, apesar de ajustes pontuais de produtividade, especialmente no Rio Grande do Sul, em função do estresse climático. No estado gaúcho, a produção foi revisada de um potencial entre 22 milhões e 23 milhões de toneladas para cerca de 20,9 milhões.
A alta oferta total de soja em 2026 deve criar pressão sobre os preços, com a demanda total estimada em 168,42 milhões de toneladas, recuo de 1% na comparação anual.