Taxas dos DIs sobem 10 pontos-base após ataque do Irã: implicações para a economia brasileira
A escalada do conflito no Oriente Médio, após o ataque dos EUA ao Irã, está causando impacto na economia brasileira. A alta das taxas dos Depósitos Interfinanceiros (DIs) é um dos principais indicadores dessa mudança.
Às 9h47 da manhã de segunda-feira, a taxa do DI para janeiro de 2028 estava em 12,73%, em alta de 11 pontos-base ante 12,617% do ajuste da véspera. Na ponta longa da curva, a taxa do DI para janeiro de 2035 marcava 13,425%, com elevação de 11 pontos-base ante 13,318%.
A aversão a ativos de risco, causada pelo conflito no Oriente Médio, está levando a uma alta firme do dólar ante o real e ao avanço das taxas dos DIs. No Brasil, a situação se traduz na alta do dólar e na correção das taxas dos DIs.
No entanto, profissionais ouvidos pela Reuters têm pontuado que há mais chances de o Banco Central cortar a Selic em 50 pontos-base em março, e não apenas em 25 pontos-base. Atualmente a Selic está em 15% ao ano.
A perspectiva de corte de 50 pontos-base em março é compartilhada por economistas do mercado, conforme mostrado no boletim Focus divulgado nesta manhã. A projeção mediana para a Selic no fim do ano foi de 12,13% para 12,00% e no encerramento de 2027 seguiu em 10,50%.
A escalada do conflito no Oriente Médio também está afetando os preços do petróleo, que estão em alta de mais de 6% na manhã de segunda-feira. A situação é um reflexo da instabilidade no mercado e da incerteza sobre os próximos passos dos EUA e do Irã.