Exportação de sorgo do Brasil deve crescer no 2º semestre, diz representante chinesa
A exportação de sorgo do Brasil está limitada no momento, devido à oferta restrita e à concorrência com produtores de ração e etanol de grãos. No entanto, a demanda da China e a safra nacional devem impulsionar a exportação de sorgo no segundo semestre, segundo o diretor-geral da Hang Tung, uma das maiores negociadoras de sorgo do mundo.
Segundo Gabriel Cordeiro, o diretor-geral da Hang Tung no Brasil, a safra nacional é a chave para o crescimento da exportação de sorgo. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) prevê que o Brasil colha 6,7 milhões de toneladas de sorgo em 2025/26, um aumento de quase 10% ante a temporada passada.
Além disso, a China é o maior importador de sorgo do mundo e tem interesse em comprar mais do Brasil. A Hang Tung está bem otimista com o futuro da produção de sorgo no Brasil e com a demanda da China.
Embora a primeira exportação de sorgo do Brasil para a China em janeiro tenha sido de apenas 25 toneladas, uma carga maior de 32 mil toneladas está sendo embarcada para o Marrocos em março. Com a habilitação de dez empresas brasileiras para exportar sorgo à China no ano passado, os embarques devem aumentar significativamente.
No entanto, há ainda alguns esclarecimentos e ajustes que precisam ser feitos para os embarques deslancharem. O diretor-geral da Hang Tung diz que há mais alguma companhia que está aguardando a liberação e que isso é um dos pontos que estão sendo discutidos para aumentar o fluxo.