Ambulantes em SP: número é maior do que se pensava, mas trabalhadores enfrentam dificuldades
A cidade de São Paulo concentra um número significativo de trabalhadores ambulantes, segundo um estudo inédito do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socieconômicos (Dieese).
De acordo com a pesquisa, 12.671 trabalhadores ambulantes atuam em 12.377 bancas de vendas espalhadas pela capital, enfrentando desafios como longas jornadas, informalidade e baixas rendas.
A maioria dos trabalhadores ambulantes é homem (63%) e tem entre 31 e 50 anos de idade (40% do total). Mais da metade desses trabalhadores (53%) são pretos ou pardos, enquanto 34% são brancos e 10% são indígenas.
Condições de trabalho precárias
Mais da metade dos trabalhadores ambulantes (56%) trabalha sem permissão do Poder Público, e apenas 39% dizem ter autorização para trabalhar onde atuam. Além disso, 80% dos que trabalham sem permissão afirmaram que gostariam de adquirir a autorização, mas enfrentam dificuldades por causa dos altos custos, da burocracia ou pela disponibilização ruim dos pontos.
Remuneração baixa
A média recebida pelos ambulantes no comércio de rua é de R$ 3 mil, o que representa pouco mais da metade (56%) dos ganhos obtidos pelos demais ocupados da capital paulista.
Essas condições de trabalho precárias e baixas rendas têm impacto significativo na vida dos trabalhadores ambulantes, que muitas vezes dependem exclusivamente dessa atividade para sobreviver.
A pesquisa do Dieese é um alerta importante para a necessidade de políticas públicas que melhorem as condições de trabalho para esses trabalhadores.