Taxas dos DIs subem 20 pontos-base em um dia de aversão a risco
As taxas dos DIs (Depósitos Interfinanceiros) subiram fortemente na segunda-feira, em um dia marcado por aversão a risco nos mercados globais e preocupações com a inflação. O barril do petróleo foi negociado acima dos US$ 100, o que levou investidores a buscar liquidez e proteção.
Às 9h38, a taxa do DI para janeiro de 2028 estava em 13,395%, em alta de 23 pontos-base ante 13,17% do ajuste da véspera. Na ponta longa da curva, a taxa do DI para janeiro de 2035 marcava 14,04%, com elevação de 18 pontos-base ante 13,856%.
No mercado brasileiro de renda fixa, os DIs também foram afetados pela aversão ao risco e pelas preocupações com a inflação. Isso pode exigir que o Banco Central seja mais comedido em seu ciclo de cortes da taxa básica Selic, que atualmente é de 15%.
A B3 calculou que há 58% de probabilidade de corte de 50 pontos-base da Selic este mês, 30% de chance de redução de 25 pontos-base e 9,50% de possibilidade de manutenção. Em comparação com os dados anteriores à guerra, as taxas de corte e redução da Selic caíram significativamente.
As taxas dos DIs subiram cerca de 20 pontos-base em um dia, o que pode ser um sinal de que os investidores estão buscando proteção contra a inflação. É importante lembrar que a inflação pode afetar a economia e os preços dos bens e serviços.