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Farol de Alexandria: Arquitetos e historiadores buscam entender a estrutura perdida

Farol de Alexandria: Arquitetos e historiadores buscam entender a estrutura perdida

A descoberta de blocos do lendário Farol de Alexandria, perdido há milênios no fundo do Mediterrâneo, está revolucionando a forma como os historiadores entendem a estrutura.

Considerado uma das Sete Maravilhas do Mundo Antigo, o Farol de Alexandria foi erguido na Ilha de Faros, no Egito, para orientar navios e marcar a entrada do porto da cidade. Com uma altura estimada de 120 a 137 metros, a torre era uma das estruturas mais altas da Antiguidade.

Após 1.600 anos submersos, os blocos gigantes foram recuperados por uma equipe de arqueólogos e engenheiros liderada pela arqueóloga e arquiteta Isabelle Hairy. As peças, que pesam até 77 toneladas, podem ter pertencido à entrada monumental do farol e indicam uma mistura cultural presente no projeto.

A reconstrução digital em 3D do Farol de Alexandria está sendo feita com o uso da fotogrametria, técnica que cria modelos tridimensionais a partir de imagens. O modelo permite testar diferentes hipóteses sobre como as pedras eram encaixadas e de que forma a torre era sustentada.

A simulação também pode ajudar os cientistas a entender quais terremotos foram responsáveis pela destruição da estrutura e como os impactos afetaram a estabilidade da construção. Embora a reconstrução completa do farol continue sendo um desafio, a tecnologia pode oferecer ao público uma visão inédita da escala do monumento.