Cena de valorização da pecuária revela impacto macroeconômico no Brasil
O movimento de alta nos preços do bezerro não é novidade para quem acompanha o mercado. A pecuária vive uma mudança de ciclo, após o intenso abate de fêmeas registrados nos últimos anos.
A maior retenção de matrizes e escassez de animais para reposição tornou inevitável a valorização da categoria.
Segundo dados do Cepea, a categoria está sendo negociada acima dos R$ 3 mil na maior parte do país.
O diretor técnico da Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), Francisco Manzi, destaca que a reposição é um dos principais custos para o pecuarista que faz recria e engorda.
A alta nos preços de reposição impacta diretamente a rentabilidade da atividade.
Em Mato Grosso do Sul, por exemplo, o bezerro acumula alta de mais de 20% em um ano.
O impacto da valorização do bezerro varia conforme os sistemas de produção.
Para a pecuária feita totalmente a pasto, o impacto é maior, porque o bezerro está mais valorizado e o animal acaba permanecendo mais tempo na fazenda.
Segundo Manzi, nos sistemas mais intensivos, o custo da alimentação um pouco mais baixo ajuda a aliviar parte da pressão.
A expectativa segue positiva para o mercado.
A oferta de animais nessa época do ano é mais limitada, o que abre espaço para o mercado subir.