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Juros futuros avançam com petróleo e conflito no Irã

Juros futuros avançam com petróleo e conflito no Irã

As taxas dos Depósitos Interfinanceiros (DIs) fecharam a quarta-feira (11) com alta, em especial entre os contratos de curto prazo, com investidores operando novamente pautados pelo noticiário sobre a guerra do Oriente Médio.

Em uma sessão bastante volátil, a taxa do DI para janeiro de 2028 estava em 13,13% no fim da tarde, com alta de 12 pontos-base ante o ajuste de 13,012% da sessão anterior.

O avanço das taxas dos DIs esteve em sintonia com a alta firme dos rendimentos dos títulos do Tesouro norte-americano (Treasuries), em meio à pressão do avanço do petróleo sobre a inflação norte-americana.

A alta do petróleo foi impulsionada pelo noticiário sobre a guerra do Irã contra EUA e Israel, que deram certo suporte ao petróleo e ao dólar, o que impulsionou a curva de juros no Brasil.

Além disso, a Agência Internacional de Energia (AIE) recomendou a liberação de 400 milhões de barris de petróleo para tentar conter a disparada dos preços da commodity.

No Brasil, as vendas no varejo em janeiro aumentaram 0,4% em relação a dezembro, quando houve queda de 0,4%, e as vendas tiveram alta de 2,8% em comparação com o mesmo mês do ano anterior.

Esses fatos demonstram que a guerra no Irã e a alta do petróleo tem um impacto direto na economia brasileira e global, afetando a renda fixa e a inflação.

É importante notar que a guerra no Irã é um fator de incerteza e pode ter consequências imprevisíveis para a economia e a geopolítica global.

A perspectiva é de que a situação continue instável e que os efeitos da guerra no Irã e da alta do petróleo sejam sentidos por longo tempo.