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Emprego e renda sustentam varejo em janeiro

Emprego e renda sustentam varejo em janeiro

As vendas no varejo brasileiro começaram 2026 em alta, sustentadas por um momento de mercado de trabalho ainda aquecido e com crescimento da renda disponível.

Segundo economistas, esses fatores ajudaram a amortecer as contrações naturais num período de juros altos e endividamento pesando no orçamento das famílias.

O volume de vendas no conceito restrito cresceu 0,4% em janeiro ante dezembro, enquanto o conceito ampliado registrou alta de 0,9%.

Seis dos dez segmentos do varejo registraram crescimento na comparação mensal, com destaque para os produtos farmacêuticos, perfumaria e cosméticos (+2,6%), a sexta alta nas últimas sete leituras mensais.

Outros segmentos que apresentaram bom desempenho incluem o varejo de veículos automotores (+2,8%), o de materiais de construção (+3,4%), supermercados, alimentos e bebidas (+0,5%), outros artigos pessoais e domésticos (+1,3%) e eletrodomésticos (+9,5%).

Nas estimativas da XP, o grupo de atividades do varejo mais sensíveis à renda cresceu 0,5% em janeiro na comparação mensal, enquanto o grupo de atividades sensíveis ao crédito avançou 2,1%, na mesma comparação.

Na opinião de Rodolfo Margato, economista da XP, a atividade doméstica deve ganhar fôlego no primeiro semestre de 2026 após o desempenho fraco observado no segundo semestre de 2025.

Ele destaca a presença de fatores de amortecimento para o consumo no curto prazo, como o mercado de trabalho robusto e o crescimento consistente da renda real.

Além disso, medidas de estímulo — impulsos de renda e crédito — devem adicionar cerca de 1,0 p.p. ao crescimento do PIB neste ano, estima.

O XP Tracker aponta para um crescimento de 0,94% para o PIB do 1º trimestre de 2026, a projeção de crescimento do PIB para todo o ano de 2026 permanece em 2,0%.