Emergentes: Oportu-nidades e riscos para quem opera na bolsa
O início excepcionalmente forte das ações de emergentes (EM) e dos fluxos estrangeiros em 2026 foi interrompido pela escalada do conflito no Oriente Médio.
A equipe de estratégia do JPMorgan traçou cenários para os mercados dos países, mantendo o Brasil entre as suas preferências entre os emergentes.
Os estrategistas esperam que a dinâmica de mercado no curto prazo continue volátil e que o posicionamento passou a ser um fator relevante de performance.
No entanto, se os fluxos de petróleo se normalizarem em breve, os estrategistas ainda veem o quadro geral como positivo para ações de emergentes.
Isso levando em conta a exposição a IA e semicondutores, estratégia HALO na América Latina e em partes de CEEMEA, além de crescimento de lucros melhor que o de desenvolvidos, estímulos de política e melhora de governança.
Historicamente, apontam os estrategistas, choques de preços de petróleo causados por oferta têm sido de curta duração, entre 4 e 6 meses.
Nesses períodos, as ações de emergentes caíram cerca de 31% do pico ao fundo e normalmente fizeram piso 3–5 meses depois.
Os estrategistas apontam que as economias emergentes já estão implementando colchões de política contra escassez de energia e disparada de preços, o que pode ser eficaz para proteger o crescimento e as margens corporativas no curto prazo.