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CSN despenca após resultado: Queima de caixa e dívida “apagam” boa performance da mineração

CSN despenca após resultado: Queima de caixa e dívida “apagam” boa performance da mineração

Ações da CSN (CSNA3) despencaram nesta quinta-feira (12) após a companhia divulgar prejuízo líquido de R$ 721 milhões no quarto trimestre de 2025, em um resultado marcado pela alta da alavancagem e pela queima de caixa.

Mesmo com um desempenho melhor da mineração, analistas destacam que o endividamento elevado continua sendo o principal ponto de atenção na tese da companhia. A empresa encerrou o trimestre com dívida líquida de R$ 41,2 bilhões, o que levou a alavancagem para cerca de 3,5 vezes dívida líquida/Ebitda, contra 3,1 vezes no trimestre anterior.

A alta veio após a CSN registrar fluxo de caixa livre negativo de R$ 282 milhões no período. O número foi pressionado por investimentos elevados e despesas financeiras relevantes, fatores que continuam limitando uma melhora mais consistente da estrutura de capital da companhia.

Para o BTG Pactual, a evolução da dívida é hoje o principal ponto de atenção na tese de investimento da empresa. “A tendência de alavancagem continua desfavorável e o aumento da dívida líquida deve seguir pesando sobre a história de investimento da companhia”, escreveram os analistas liderados por Leonardo Correa.

Segundo o banco, a trajetória das ações deve continuar dependente da capacidade da empresa de reduzir o endividamento. “A história deve permanecer dependente de eventos, especialmente da venda de ativos e da redução da alavancagem”, afirmaram os analistas.

Mineração é destaque positivo do resultado da CSN

Apesar da deterioração financeira, o desempenho operacional trouxe alguns sinais positivos. Para o BBA, o resultado consolidado ficou acima das estimativas principalmente por causa da mineração, que compensou parcialmente a fraqueza observada em outras divisões.

Na divisão de mineração, a companhia registrou receita líquida de R$ 4,1 bilhões, queda de cerca de 9% na comparação anual, enquanto o Ebitda somou R$ 1,8 bilhão, recuo de aproximadamente 13% frente ao quarto trimestre de 2024.

No entanto, os números surpreenderam positivamente frente ao consenso do mercado, refletindo volumes operacionais elevados e a capacidade da mineração de compensar os problemas financeiros da companhia.