Descubra o valor escondido na unidade de metais básicos da Vale
A divisão de metais básicos da Vale (VALE3) pode esconder um valor relevante ainda pouco refletido no preço da mineradora.
Segundo avaliação do Bradesco BBI, o avanço de projetos de cobre em Carajás e a perspectiva de crescimento da produção nos próximos anos aumentam a visibilidade sobre o potencial dessa unidade, que já ganha peso no lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) e na geração de caixa da companhia.
De acordo com relatório, a Vale projeta elevar sua produção de cobre para patamares acima de 500 mil toneladas anuais nos próximos cinco anos, apoiadas em novos projetos e expansões na região de Carajás.
Betee os destaques estão o projeto Bacaba, com entrada prevista para 2028, a expansão da planta de Salobo, estimada em 2029, e o projeto Alemão, previsto para entrar em operação em 2030.
Esse crescimento orgânico também deve ampliar a exposição ao ouro como subproduto, com possibilidade de superar 700 mil onças, reforçando a diversificação da divisão de metais básicos.
Na visão do Bradesco BBI, apesar do custo competitivo e da boa perspectiva de crescimento, a divisão ainda tem espaço para expansão do volume de reservas, hoje estimadas em 6,4 milhões de toneladas de cobre, o que implica vida útil menor do que a média global.
A combinação entre preços mais elevados, maior escala e diluição de custos já elevou a participação da VBM no Ebitda consolidado para mais de 20% em 2025, com potencial de alcançar cerca de 30% em 2026, além de aproximadamente 25% da geração de caixa no mesmo horizonte.