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Posicionamento do Brasil no contexto internacional: Relações tensas entre EUA e Cuba

Posicionamento do Brasil no contexto internacional: Relações tensas entre EUA e Cuba

Neste começo de 2026, a administração de Donald Trump decidiu apertar o cerco a Cuba, interrompendo o fluxo de envio de combustíveis ao país.

Isso somado a décadas de bloqueios e embargos comerciais tem intensificado a crise econômica na nação caribenha.

A política de causar uma ruptura política na ilha que leve a uma troca de poder em favor de algum grupo mais aberto às leis do mercado é abertamente declarada pelo Secretário de Estado Marco Rubio, de ascendência cubana.

Um senso de urgência para a situação ficou nítido na reunião de Trump com lideranças latino-americanas em 7 de março, no anúncio do Escudo das Américas.

A relação entre EUA e Cuba tem uma longa história, que remonta aos primórdios da Guerra da Independência dos EUA.

Desde então, já houve tentativas de comprar a ilha, intervenções militares, apoios e confrontos com governos e idas e vindas na política comercial.

A ilha virou uma peça-chave na Guerra Fria e um último bastião do socialismo como forma de governo.

O país está numa encruzilhada porque sempre dependeu de subsídios de adversários dos EUA, como a União Soviética, a Venezuela, a Rússia e a China, um fluxo que tem sido seguidamente reduzido, ou totalmente interrompido.

Com a derrubada da ditadura de Fulgêncio Batista e a ascensão de Fidel Castro ao poder na ilha, Cuba se tornou um ponto de inflexão na história das relações internacionais.