Raízen (RAIZ4): Justiça aceita recuperação extrajudicial
A Raízen informou que o Juízo da 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais da Comarca de São Paulo deferiu o processamento da recuperação extrajudicial da companhia e determinadas controladas.
Essa recuperação extrajudicial é diferente da recuperação judicial, pois as empresas renegociam parte das dívidas diretamente com determinados credores, com o objetivo de ganhar prazo ou melhores condições de pagamento.
A Raízen, joint venture entre a Cosan e a Shell, entrou com o pedido de recuperação extrajudicial para suspensão de 90 dias o pagamento de dívidas que somam cerca de R$ 65 bilhões.
A decisão da Justiça aprovou a suspensão, pelo prazo de 180 dias, de todas as ações e execuções contra a companhia em relação aos créditos abrangidos pela recuperação extrajudicial.
A Raízen afirmou que a recuperação extrajudicial teve estrutura consensual entre o grupo Raízen e conta com a adesão de 47% dos credores envolvidos na negociação.
A companhia viu seu endividamento se elevar com o movimento de aquisição de empresas e investimentos em novos projetos de energia que não entregaram o retorno esperado.
O plano da Raízen para uma reorganização do seu balanço poderá envolver medidas como capitalização do grupo, conversão de dívidas em participação acionária e substituição de créditos por novas dívidas.