Petrobras: impacto do aumento do diesel será baixo, afirma presidente
A alta do diesel anunciada pela Petrobras deve ter impacto praticamente residual para o consumidor final, afirmou a presidente da companhia, Magda Chambriard, em entrevista coletiva pela sexta-feira.
Segundo a executiva, a combinação entre o reajuste nas refinarias e a medida provisória do Governo Federal que zerou o PIS/Cofins sobre o diesel fará com que o preço final suba cerca de R$ 0,06 por litro.
‘O Governo desonera 32 centavos por litro e a Petrobras aumenta 38 centavos. No final das contas, o aumento do diesel para a sociedade é de cerca de 6 centavos. Quando esse combustível ainda passa pela mistura com biodiesel, esse impacto é menor ainda’, afirmou Chambriard.
Chambriard afirmou que, mesmo com o reajuste, o diesel vendido nas refinarias ainda permanece abaixo do nível registrado no fim de 2022, quando ajustado pela inflação.
‘A partir de janeiro de 2023, quando somamos aumentos e reduções e corrigimos pela inflação, o diesel vendido nas refinarias da Petrobras está cerca de 30% abaixo do preço que vigorava em 31 de dezembro de 2022’, disse.
Outro fator que reduz o impacto do aumento é a mistura obrigatória de biodiesel no combustível comercializado no país. Hoje, o diesel vendido nos postos é composto por 85% de diesel e 15% de biodiesel, o que dilui o efeito do reajuste nas refinarias.
Petrobras afirma que política de preços segue a mesma
Chambriard reforçou que a estratégia de formação de preços da Petrobras permanece inalterada, mesmo com o novo aumento. Em vigor desde maio de 2023, após o abandono da paridade de importação (PPI), a política passou a considerar custos internos de produção e alternativas de suprimento.
‘A nossa estratégia de formação de preços continua rigorosamente a mesma. Ela funciona para mais e funciona para menos. O pilar fundamental dessa política é não repassar a volatilidade dos preços internacionais para o mercado doméstico’, afirmou.