Stone pode ser vendida? Citi não descarta e vê dividendos de R$ 3,1 bilhões
A maré virou para a Stone (STNE). Com resultados bem abaixo do esperado, a ação mergulhou 20% em apenas uma sessão, apagando os ganhos do ano. No acumulado, o papel agora recua 4%.
Os números obrigaram analistas a revisarem suas projeções. Em relatório, o Citigroup cortou 9% das estimativas para a companhia. Mesmo assim, manteve a recomendação de compra, com preço-alvo de US$ 18.
Mais do que isso, os analistas esperam dividendos turbinados de R$ 3,1 bilhões, fruto da venda da Linx para a TOTVS (TOTS3). Considerando todos esses fatores, o potencial de valorização total chega a 47%.
Segundo o banco, a ação negocia a apenas 5,6 vezes o preço sobre lucro (P/L) estimado para 2026, múltiplo considerado barato.
Dividendos a todo vapor
A expectativa dos analistas é que os dividendos comecem a ser pagos já no segundo trimestre, embora o cronograma e o mecanismo exato ainda não tenham sido definidos.
O divendo yield — rendimento do dividendo em relação ao preço da ação — pode chegar a 17%.
E não para por aí.
O Citi também estima que R$ 2,3 bilhões sejam devolvidos aos acionistas em 2025 por meio de recompra de ações.
O banco diz que esse movimento já está incorporado na projeção de alta para o preço-alvo.
Segundo os analistas, há espaço para a empresa recomprar até 31 milhões de ações nos níveis atuais de preço.
Vai vir fusão ou aquisição?
O Citi também vê sinais que podem apontar para um processo de fusão ou aquisição envolvendo a Stone.
O primeiro indício, segundo o banco, são as recentes alienações de ativos da companhia, como a venda da própria Linx.
Em julho de 2025, a empresa embolsou R$ 3,05 bilhões com a transação — valor bem inferior ao pago em 2020, quando adquiriu a companhia por R$ 6,4 bilhões.