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Diesel mais caro pressiona custos e preço dos alimentos

Diesel mais caro pressiona custos e preço dos alimentos

A escalada da guerra no Oriente Médio já provoca reflexos nos mercados internacionais e levanta preocupações sobre os impactos para o agronegócio brasileiro.

O avanço do conflito tem pressionado o preço do petróleo, o que pode elevar custos de combustíveis, fertilizantes e logística no país.

De acordo com o economista Alberto Ajzental, professor da Fundação Getulio Vargas e da Faculdade Cásper Líbero, o barril do Brent está sendo negociado em cerca de US$ 100 nesta segunda-feira (16), ante aproximadamente US$ 70 no começo do conflito, no fim de fevereiro.

Segundo ele, a valorização da commodity tende a se espalhar por toda a cadeia de derivados.

O economista também chamou atenção para a dependência brasileira de importações de diesel, que pode haver redução da oferta no mercado doméstico quando os preços praticados no Brasil ficam abaixo das cotações internacionais.

Embora o diesel tenha peso reduzido no Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), o economista explicou que o impacto ocorre principalmente de forma indireta.

A gasolina representa mais de 5% da cesta usada para medir a inflação das famílias, enquanto o diesel tem participação de cerca de 0,23%, mas é essencial para o transporte e para a produção agrícola.

O diesel representa entre 35% e 40% do frete dos alimentos e de 10% a 15% do custo operacional no campo.