BC sem Copom completo por várias reuniões após desfalque no Senado
O Banco Central pode seguir com o Comitê de Política Monetária (Copom) desfalcado por várias reuniões diante de um clima difícil para o governo no Senado.
Quatro fontes ouvidas pela Reuters disseram que o preenchimento das vagas não está sendo encarado como uma prioridade pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Isso pode consolidar uma situação sem precedentes em que os cargos permanecem vagos não devido a ausências temporárias dos titulares, mas porque novas nomeações não foram feitas.
As duas fontes apontaram que até a finalização de um inquérito da Polícia Federal sobre o Banco Master, o ambiente no Senado possivelmente seguirá complicado para a sabatina de novos indicados ao BC e posterior aprovação de seus nomes.
Com recesso parlamentar em julho e eleições gerais em outubro, as duas fontes não descartam que o Copom siga tomando decisões de política monetária com apenas sete de seus nove votos por meses à frente.
§1 IMPACTO
O desfalque do Copom pode afetar a capacidade do Banco Central de tomar decisões rápidas e eficazes sobre a política monetária.
§2 CONTEXTO
O clima difícil para o governo no Senado pode afetar a capacidade de nomear novos diretores para o Banco Central.
§3 FATOS+ANÁLISE
Quatro fontes ouvidas pela Reuters disseram que o preenchimento das vagas não está sendo encarado como uma prioridade pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A demora de Lula em indicar os nomes contrasta com as duras críticas que fez ao fato de ter tido que manter na autarquia diretores nomeados por seu antecessor.
§4 IMPLICAÇÕES
O desfalque do Copom pode afetar a credibilidade do Banco Central e a confiança dos investidores em sua capacidade de gerenciar a política monetária.
§5 PERSPECTIVA
Com recesso parlamentar em julho e eleições gerais em outubro, as duas fontes não descartam que o Copom siga tomando decisões de política monetária com apenas sete de seus nove votos por meses à frente.