Desmamar bezerros pesados é deixar dinheiro na mesa, dizem especialistas
A abertura da Semana Especial sobre Bezerros no programa Giro do Boi trouxe um alerta econômico vital para os criadores: desmamar um animal abaixo do potencial genético é deixar dinheiro na mesa.
O zootecnista Rodrigo Gennari e o agrônomo Fábio Pereira destacaram que, enquanto a média nacional de desmame ainda patina abaixo dos 150 kg, a gestão profissional permite elevar esse índice para além dos 220 kg, transformando o bezerro no ativo mais rentável da propriedade.
Na pecuária de cria, a moeda de troca é o quilo vivo. Portanto, o peso ao desmame é o indicador que define o sucesso ou a falência da safra.
Segundo Gennari, em um rebanho de setecentas matrizes, cada dez quilos adicionais na média de desmame representam um incremento de cerca de R$ 100 mil no faturamento líquido.
Atualmente, muitos criadores apartam fêmeas com 180 kg e machos com 200 kg, mas a realidade de grande parte do país ainda é de animais desmamados com menos de 150 kg, o que encarece o custo fixo por cabeça.
A gestão eficiente na pecuária pode reduzir o custo da arroba produzida de R$ 208,00 para R$ 158,00, dobrando a margem de lucro por animal.
Para reverter o quadro de animais leves, o pecuarista precisa integrar cinco fatores fundamentais dentro da porteira.
A capacitação dos vaqueiros em cuidados neonatais é decisiva para garantir a competitividade na pecuária 6.0.
O especialista afirma: O pior bezerro da fazenda é aquele que não nasce, mas o segundo pior é o que desmama leve por falta de gestão.