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Grãos avançam no cenário Brasil: implicações da guerra para os mercados

Grãos avançam no cenário Brasil: implicações da guerra para os mercados

Os contratos futuros da soja, milho e trigo negociados na bolsa de Chicago ampliaram seus ganhos na quinta-feira (19), devido à guerra no Oriente Médio que interrompeu o fornecimento de combustíveis e fertilizantes.

A soja e o milho podem acompanhar os preços do petróleo porque ambas as culturas são amplamente utilizadas como matéria-prima para biocombustíveis, enquanto os grãos como um todo atraíram a demanda dos investidores em meio ao conflito.

Os ataques israelenses e norte-americanos contra o Irã interromperam o fornecimento de fertilizantes nitrogenados essenciais do Golfo Pérsico para os agricultores do mundo, apoiando os grãos e as sementes oleaginosas.

Mais de 30% das exportações mundiais de fertilizantes nitrogenados, bem como de componentes de fertilizantes como o enxofre, passam pelo Estreito de Ormuz, que agora está efetivamente fechado.

A China, um dos maiores exportadores de fertilizantes do mundo, está restringindo suas exportações de fertilizantes para proteger seu mercado interno, colocando uma pressão adicional nos mercados globais que já estavam enfrentando a escassez causada pela guerra.

O contrato de soja mais ativo subiu 6,75 centavos, a US$11,685 o bushel, enquanto o milho subiu 6,50 centavos, para US$4,6975 o bushel, e o trigo ganhou 3,75 centavos, para US$6,08.