BBI projeta rotação doméstica e aponta Brasil como aposta central para 2T
Em um relatório com projeções para o 2º trimestre de 2024, o Bradesco BBI ressaltou que as ações da América Latina lideram os ganhos globais no acumulado do ano. No entanto, para o período entre abril e junho, a instituição prevê uma mudança de foco, com o protagonismo passando a se concentrar em catalisadores domésticos, especialmente no Brasil.
A corrida eleitoral no país será intensificada, e o início do ciclo de cortes de juros aparece como o grande catalisador para o mercado doméstico. Segundo os estrategistas, o Brasil conseguirá aproveitar melhor que os outros países o próximo trimestre, graças a fatores como baixa avaliação, alto peso em setores cíclicos e resiliência às tensões geopolíticas.
Além disso, o ciclo de cortes de juros ainda deve conter a saída de capital local. A carteira do banco aposta em ativos sensíveis às taxas de juros, como a MRV&Co (MRVE3) e a Cyrela (CYRE3), e incluiu recentemente as ações da empresas estatais.
Os analistas do BBI reformularam algumas ideias, incluindo novas adições entre as principais escolhas, como Sabesp (SBSP3) e Suzano (SUZB3). O banco também destacou oportunidades de crescimento em Mercado Livre (MELI34) e Totvs (TOTS3) e classificou Cury (CURY3) e Anima (ANIM3) como ações de valor profundo.
A América Latina também será afetada pelo ciclo forte do segundo trimestre, com as eleições na Colômbia e no Peru e os primeiros 100 dias cruciais do novo líder do Chile sendo fortes fatores domésticos que devem impulsionar o mercado de ações da região.