Bezerros natimortos: o que o pecuarista deve saber para evitar perdas
A alta taxa de bezerros natimortos e a mortalidade neonatal são um dos principais desafios da pecuária nacional.
Estima-se que as perdas variem de 8% a 18% até o desmame, sendo que 50% dessas mortes ocorrem nos primeiros cinco dias de vida.
A maior parte das perdas acontece "dentro da porteira" e pode ser evitada com manejo e nutrição adequados.
A aceleração do ciclo pecuário, com fêmeas sendo emprenhadas cada vez mais jovens, trouxe um desafio biológico extra para o controle de bezerros natimortos.
A nutrição inadequada nos últimos quatro meses de gestação resulta no nascimento de neonatos fracos e sem vigor.
Fêmeas superprecoces possuem o coxal menos desenvolvido, o que pode resultar em partos difíceis e falta de oxigenação do bezerro.
A recomendação é utilizar touros com Diferença Esperada na Progênie (DEP) para baixo peso ao nascimento ou sêmen sexado de fêmea.
Doenças infecciosas são responsáveis por uma parcela considerável de abortamentos e bezerros que nascem sem força de sobrevivência.
Revisar o planejamento logístico da fazenda de cria é fundamental para reduzir a mortalidade neonatal.
Investir em genética de parto fácil para novilhas, vacinação rigorosa e água de qualidade nos bebedouros são os passos fundamentais para evitar perdas financeiras.