Construtoras de Baixa Renda Podem Ganhar com Expansão do Minha Casa, Minha Vida, Diz BTG
O BTG Pactual reiterou sua visão positiva para as construtoras de baixa renda e afirmou que as mudanças previstas para o Minha Casa, Minha Vida podem impulsionar ainda mais o segmento nos próximos anos.
Em relatório recente, o banco destacou as companhias como Tenda (TEND3), Cury (CURY3), Direcional (DIRR3), Plano & Plano (PLPL3) e MRV (MRVE3) como principais beneficiárias dessas mudanças.
De acordo com o relatório, o governo federal deve ajustar as regras do programa habitacional, incluindo a elevação do preço-teto dos imóveis e o aumento da renda das famílias elegíveis a financiamentos. Se essas medidas forem aprovadas, podem sustentar um ciclo mais forte para a baixa renda.
Entre as propostas em discussão, está a expansão da renda máxima permitida em todas as faixas do programa. A Faixa 1 passaria a contemplar famílias que ganham até R$ 3.200 por mês, enquanto a Faixa 2 poderia subir para R$ 5.000.
Além disso, o governo também pretende elevar o valor máximo dos imóveis financiados nas faixas mais altas do MCMV, o que pode permitir lançamentos de empreendimentos mais caros e ampliar o potencial de vendas das construtoras.
Com o volume de recursos destinado ao Minha Casa, Minha Vida em expansão, o orçamento total voltado ao segmento de baixa renda pode superar os R$ 188 bilhões em 2026, representando alta de cerca de 29% em relação ao montante executado em 2025.