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Elevado volume de oferta disponível faz preços da carne de frango despencarem em janeiro

Elevado volume de oferta disponível faz preços da carne de frango despencarem em janeiro

Porto Alegre, 30 de janeiro de 2026 – O mercado brasileiro de frango registrou preços mais baixos tanto no atacado quanto no vivo no decorrer de janeiro. De acordo com o analista de Safras & Mercado, Fernando Iglesias, o forte alojamento de pintinhos de corte entre outubro e dezembro resultou em elevado volume de carne disponível no mercado no início do ano.

Esse excesso de oferta, segundo o analista, contribuiu para a formação de estoques elevados e pressionou os preços da carne de frango. A tendência, segundo Iglesias, é de manutenção de um mercado pressionado no curtíssimo prazo. Ele explica que a perspectiva para a primeira quinzena é de continuidade desse cenário.

“Por outro lado, o principal fator positivo é o controle dos custos de produção, com queda nos preços do milho e estabilidade no farelo de soja, o que ajuda a reduzir o impacto do momento adverso sobre os produtores”, destaca Iglesias.

Preços internos

Segundo levantamento de Safras & Mercado, no atacado de São Paulo os preços dos cortes congelados de frango tiveram mudanças ao longo do mês. O preço do quilo do peito caiu de R$ 10,75 para R$ 9,50, o quilo da coxa de R$ 7,60 para R$ 6,70 e o quilo da asa continuou em R$ 11,00. Na distribuição, o preço do quilo do peito teve recuo de R$ 11,00 para R$ 10,00, o quilo da coxa de R$ 7,80 para R$ 7,00 e o quilo da asa seguiu em R$ 11,20.

Nos cortes resfriados vendidos no atacado, o cenário da semana também apresentou mudanças nas cotações. No atacado, o preço do quilo do peito desvalorizou de R$ 10,85 para R$ 9,60, o quilo da coxa de R$ 7,70 para R$ 6,80 e o quilo da asa permaneceu em R$ 11,10. Na distribuição, o preço do peito teve baixa de R$ 11,10 para R$ 10,10, o quilo da coxa de R$ 7,90 para R$ 7,10 e o quilo da asa seguiu em R$ 11,30.

O levantamento mensal realizado por Safras & Mercado nas principais praças de comercialização do Brasil apontou que, em Minas Gerais, o quilo vivo seguiu em R$ 5,10 e, em São Paulo, em R$ 5,20.

Na integração catarinense a cotação do frango continuou em R$ 4,65. Na integração do oeste do Paraná, a cotação foi de R$ 5,00 para R$ 4,60 e, na integração do Rio Grande do Sul, seguiu em R$ 4,65.

No Mato Grosso do Sul, o preço do quilo vivo do frango continuou em R$ 5,20, em Goiás em R$ 5,05 e, no Distrito Federal, em R$ 5,05. Em Pernambuco, o quilo vivo teve queda de R$ 7,00 para R$ 5,00, no Ceará de R$ 6,20 para R$ 5,50 e, no Pará, de R$ 7,50 para R$ 5,60.

Exportações

As exportações de carne de aves e suas miudezas comestíveis, frescas, refrigeradas ou congeladas do Brasil renderam US$ 627,183 milhões em janeiro (16 dias úteis), com média diária de US$ 39,199 milhões. A quantidade total exportada pelo país chega a 349,691 mil toneladas, com média diária de 21,855 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 1.793,5.

Em relação a janeiro de 2025, há um avanço de 14,5% no valor médio diário, alta de 15,8% na quantidade média diária e baixa de 1,1% no preço médio. Os dados foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.

Pedro Carneiro (pedro.carneiro@safras.com.br) / Safras News

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Fonte original: safras.com.br