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Guerra e negociatas: Como o cenário internacional afeta o mercado de ações

Guerra e negociatas: Como o cenário internacional afeta o mercado de ações

Nesta quinta-feira, o cenário internacional operava com mais alívio em relação à guerra no Oriente Médio, com uma negociação entre Estados Unidos e Ira. Em reflexo, o petróleo caía pela manhã. No Brasil, a temporada de balanços segue em alta e no cenário político, Lula e Donald Trump se encontraram pessoalmente na Casa Branca.

No cenário internacional, a guerra continua ditando o ritmo dos mercados globais, que operam de forma mista com os investidores à espera de um possível acordo entre Estados Unidos e Ira e por uma eventual retomada do fluxo de petróleo no Estreito de Ormuz.

À Reuters, fontes e autoridades disseram que Ira e EUA estão se aproximando de um acordo limitado e temporário para interromper a guerra. Com o avanço das tratativas de paz, o contrato do petróleo brent futuro era negociado abaixo dos US$ 100 o barril e operava em queda de mais de 3% nesta manhã.

De acordo com o especialista da TCM, o acordo, neste momento da guerra, é interessante para Donald Trump uma vez que as eleições do Congresso americano estão se aproximando. “Acredito que estamos chegando perto desse acordo. Os noticiários indicam que a China está ajudando nas mediações”, comentou.

Em relação ao petróleo, a expectativa é de mais quedas, o que vai afetar as petroleiras e as bolsas globais, segundo Maciel.

Hoje, o mercado também teve em foco a reunião entre Trump e Lula. A expectativa é de que o presidente brasileiro deve negociar acordos sobre minerais críticos e crime organizado, além de conversar sobre as tarifas impostas e a investigação comercial contra o Brasil.

Além da conversa, a ambição do Planalto é que a reunião sirva para isolar o senador Flávio Bolsonaro e seus interlocutores com a Casa Branca.

“Acredito que outro assunto tratado seja a questão de terras raras. O Brasil possui a segunda maior reserva de terras raras do planeta. Eles devem chegar em algum acordo sobre o interesse americano nisso”, aponta o head de renda variável.

A temporada de balanços também segue no radar dos investidores. O Bradesco (BBDC4) reportou lucro recorrente de R$ 6,8 bilhões no primeiro trimestre de 2026, alta de 16,1% em comparação com o mesmo período de 2025 e ficou um pouco acima do esperado.