Impactos da alta no custo da construção brasileira no primeiro trimestre de 2026
A construção civil no Brasil começou 2026 com força na geração de empregos, no crédito imobiliário e no ritmo das obras, mas o aumento de custos, os juros elevados e os impactos da crise geopolítica no Oriente Médio já começam a deteriorar o ambiente do setor.
O resultado é um cenário de expansão mais moderada e cercado de incertezas, como avaliou a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), durante coletiva de imprensa realizada nesta quinta-feira (7).
Diante da piora do cenário macroeconômico, a CBIC revisou para baixo sua expectativa de crescimento da construção em 2026, de 2% para 1,2%.
A alta no custo da construção civil é um dos principais sinais de alerta no setor, com o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) aumentando 5,84% nos últimos 12 meses encerrados em março/26.
O custo do frete e a cadeia produtiva são afetados pela alta no preço do petróleo, que é um dos principais motores do aumento nos custos da construção.
A CBIC destaca que a construção civil ainda mantém bases resilientes, impulsionada principalmente pelo mercado imobiliário, pelas obras de infraestrutura e pela forte geração de empregos.
No entanto, os custos começam a subir num ritmo que preocupa empresários e ameaça margens, contratos públicos e novos empreendimentos.
A alta nos custos e juros é um desafio para a expansão do setor da construção civil no Brasil, e é preciso estar atento a esses fatores para garantir a sustentabilidade do setor.