Juros futuros caem e mercado aposta em corte da Selic após fala de Trump sobre guerra
O mercado financeiro brasileiro reagiu às declarações do presidente dos EUA, Donald Trump, sobre a guerra com o Irã, o que fez com que as taxas dos DIs caíssem e as apostas de que o Copom cortará a Selic em 0,50 ponto percentual na próxima semana aumentassem.
As taxas dos DIs fecharam a terça-feira com quedas firmes, com investidores elevando as apostas de que o Copom cortará a Selic em 0,50 ponto percentual na próxima semana.
Declarações de Trump de que a guerra dos EUA e de Israel com o Irã estaria praticamente concluída já haviam enfraquecido as taxas futuras no Brasil.
A esperança de que a guerra possa terminar no curto prazo, normalizando o fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz, próximo do Irã, fez com que os preços da commodity despencassem para perto de US$84 o barril em Nova York nesta terça-feira.
A queda forte do petróleo, que na véspera esteve perto dos US$120, diminuiu as preocupações quanto aos efeitos inflacionários da guerra ao redor do mundo.
“A curva de juros no Brasil subiu com o receio da guerra e agora, com alguns sinais de que ela pode ter curta duração, o mercado está voltando”, resumiu Luciano Rostagno, estrategista-chefe e sócio da EPS Investimentos.
A taxa do DI para janeiro de 2027 atingiu a mínima de 13,455% (-29 pontos-base) às 14h19, quando o dólar à vista também estava no menor valor do dia, aos R$5,1326.
O movimento nos DIs refletiu a elevação das apostas de que o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central aplicará na próxima semana um corte maior da Selic, hoje em 15%.
Durante a tarde, a curva de juros brasileira precificava cerca de 76% de probabilidade de corte de 50 pontos-base da Selic, contra 24% de chance de redução de 25 pontos-base, conforme a EPS Investimentos.
Na segunda-feira, os investidores ainda tinham 60% de chance de corte de 25 pontos-base da Selic.