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Juros futuros disparam com IPCA pressionado e petróleo em US$100

Juros futuros disparam com IPCA pressionado e petróleo em US$100

As taxas dos DIs fecharam a quinta-feira com ganhos firmes, superiores a 30 pontos-base em vários vencimentos, diante da escalada da guerra no Irã e da inflação pelo IPCA pior que o esperado pelo mercado no Brasil.

Com o avanço da curva a termo passou a refletir chances ainda maiores de o Banco Central cortar a Selic em apenas 25 pontos-base na próxima semana, e não em 50 pontos-base, como vinha sendo precificado antes da guerra.

A curva já precifica um ciclo total menor de cortes da Selic, hoje em 15%.

A taxa do DI (Depósito Interfinanceiro) para janeiro de 2028 estava em 13,97% no fim da tarde, com alta de 31 pontos-base ante o ajuste de 13,131% da sessão anterior.

A alta dos serviços acelerou de 0,10% em janeiro para 1,51% em fevereiro, enquanto a taxa de serviços subjacentes passou de 0,57% para 0,64%, conforme cálculos do banco Bmg.

Os dados do IPCA deram força às taxas dos DIs, que também foram sustentadas pelo avanço do petróleo no exterior.

O novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, disse que o país manterá o Estreito de Ormuz fechado e atacará as bases norte-americanas.

A escalada da guerra que colocou EUA e Israel contra o Irã fez o petróleo tipo Brent superar os US$100 o barril em diferentes momentos desta quinta-feira, mantendo as preocupações de que a alta da commodity possa espalhar inflação pelos países, incluindo o Brasil.