Magalu salta 8% apesar de resultado fraco
As ações da Magazine Luiza operam com forte valorização na manhã desta sexta-feira, mesmo após a varejista reportar uma queda expressiva do lucro no último trimestre do ano passado.
Por volta das 10h48 (horário de Brasília), os papéis subiam 8,19%, cotados a R$ 10,17. No acumulado do ano, o avanço é de 12,6%.
O JPMorgan avaliou que a Magalu apresentou resultados fracos no 4T25, em linha com o esperado, ainda pressionados por ventos contrários macroeconômicos e elevado nível de alavancagem.
O volume bruto negociado (GMV) da varejista caiu 1% na comparação anual, refletindo o desempenho fraco do e-commerce, tanto no modelo 1P quanto 3P, o que acabou compensando o crescimento das lojas físicas.
Nas lojas físicas, as vendas mesmas lojas (SSS) avançaram 8,4%, mesmo sobre uma base de comparação elevada.
Considerando todos os efeitos não recorrentes, o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (EBITDA) ajustado ficou em R$ 821 milhões, queda de 3% ano a ano e cerca de 2% abaixo das estimativas do banco e do consenso.
Já o lucro líquido ajustado foi de R$ 78 milhões, acima das projeções do mercado e do banco, impulsionado principalmente por uma subvenção de ICMS maior que a esperada.
Segundo estimativas do JPMorgan, houve consumo de caixa de cerca de R$ 1 bilhão na comparação trimestral e R$ 530 milhões nos últimos 12 meses.
De forma geral, o JPMorgan espera reação negativa das ações, diante do crescimento ainda fraco, mesmo com a melhora gradual do fluxo de caixa.
A XP Investimentos também classificou os resultados como fracos, com demanda pressionada por um cenário macro desafiador e aumento da concorrência online, enquanto a companhia registrou R$300 milhões em provisões de estoque que levaram a um EBITDA abaixo do esperado.
Na mesma linha que JPMorgan e XP, o Itaú BBA considerou os números negativos, destacando que o canal online segue pressionado e eventos pontuais relevantes a serem divulgados.