São Paulo pode virar uma Amsterdã com o Metrô Aquático: o que está por vir
São Paulo pode estar prestes a se tornar uma das cidades mais inovadoras do mundo, inspirada em Amsterdã, onde o transporte fluvial é uma regra. A Prefeitura de São Paulo está planejando o Metrô Aquático, um projeto que conectará represas da zona sul aos rios Pinheiros e Tietê.
Segundo a Secretaria Municipal de Urbanismo e Licenciamento (SMUL), o Plano Municipal Hidroviário (PlanHidro SP) irá implementar hidrovia que serão divididas em dois trechos: o Canal Superior e o Canal Inferior. Além disso, serão criados ecoportos para paradas e apoio logístico.
Para entender a viabilidade do projeto, é importante lembrar que o transporte hidroviário não é novidade no Brasil. O Aquático SP, que conecta os terminais Mar Paulista e Cantinho do Céu, na represa Billings, já transportou cerca de 500 mil passageiros em um ano de funcionamento, com 90% dos passageiros satisfeitos com o serviço.
Em comparação, a cidade de Amsterdã conta com ferries que transportam cerca de 20 milhões de pessoas ao ano, tornando-se um meio de transporte integrado ao cotidiano holandês. Mas, uma das questões que envolvem o projeto é sua viabilidade dado a poluição dos rios paulistanos. Desde o governo de João Dória, um dos objetivos do governo é a despoluição do Rio Pinheiros para que seja possível o transporte nele.
Os mapas apresentados indicam que o planejamento poderá ter entre 70 e 80 quilômetros de hidrovias urbanas. Segundo a SMUL, os estudos técnicos e ambientais para viabilização do projeto estão em andamento. É importante lembrar que qualquer projeto de transporte deve ser cuidadosamente planejado e executado para garantir a segurança e a sustentabilidade do meio ambiente.