Petrobras sofre derrota na ANP e perde prorrogação de contrato em Marlim Sul
A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) negou, por unanimidade, pedido da Petrobras para a revisão do Plano de Desenvolvimento (PD) do campo de Marlim Sul, na bacia de Campos. Com isso, a estatal perderá a prorrogação contratual e a redução de royalties previstas no plano.
Segundo o diretor relator, Daniel Maia, a reprovação do pedido da Petrobras levou em consideração o cancelamento da contratação pela estatal da plataforma tipo FPSO P-86, que faria parte da revitalização de Marlim Sul. A licitação foi cancelada devido a circunstâncias atuais do mercado de petróleo e gás.
De acordo com Maia, a P-86 teria capacidade de produzir 140 mil barris diários de petróleo e 7 milhões de metros cúbicos de gás natural por dia. Sem uma nova plataforma, o contrato de Marlim Sul terá duração da vida útil das plataformas que operam no campo, P-38 e P-40, previstas para 2036.
A redução de royalties sobre a produção incremental do campo também foi negada pela agência. ‘O que não se sustenta devido ao descumprimento do PD, com a produção real inferior ao previsto, já que os investimentos não foram realizados’, argumentou Maia.
A decisão da ANP pode afetar negativamente a produção da Petrobras em Marlim Sul, além de comprometer seus planos de expansão na região. Para os investidores, a notícia é um sinal de que a estatal precisa melhorar sua gestão de projetos e cumprir com seus compromissos de produção.