Trump cobra proteção do Estreito de Ormuz, mas Japão e Austrália descartam enviar navios
As solicitações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para formar uma coalizão que ajude a reabrir o Estreito de Ormuz não parecem ter tido efeito, após aliados como Japão e Austrália afirmarem que não enviarão navios da Marinha ao Oriente Médio para escoltar embarcações pela estratégica hidrovia.
Com a guerra dos EUA e Israel contra o Irã criando turbulência em toda a região e abalando os mercados globais de energia em sua terceira semana, Trump insistiu que as nações que dependem fortemente do petróleo do Golfo têm a responsabilidade de proteger o estreito, por onde transitam 20% da energia mundial.
Os mercados asiáticos reagiram com cautela: o petróleo Brent subiu mais de 1%, acima de US$ 104,50, e os mercados de ações regionais ficaram, em sua maioria, mais fracos, diante de preocupações sobre riscos para instalações de petróleo do Oriente Médio e após o apelo de Trump para maior envolvimento dos aliados.
‘Estou pedindo que esses países protejam seu próprio território, porque é o território deles’, declarou Trump a repórteres a bordo do Air Force One.
A Austrália, outro aliado importante dos EUA no Indo-Pacífico, declarou que também não enviará navios de guerra para ajudar na reabertura do estreito.