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Webull lança negociação de futuros nos EUA para atraí day traders brasileiros

Webull lança negociação de futuros nos EUA para atraí day traders brasileiros

A corretora norte-americana Webull anunciou que irá lançar a negociação de contratos futuros nos Estados Unidos, com foco em atrair day traders para sua base de clientes.

O novo produto deve estar disponível a partir de 1º de abril, com rollout ao longo de duas semanas.

A empresa também passará a oferecer, a partir de 25 de março, Opções classificadas como nível 3, que permitem a execução de estratégias mais complexas.

Além disso, outras melhorias a serem implementadas na mesma data são:

  • Aluguel de ações;
  • Reinvestimento automático de dividendos;
  • Overnight trading (negociação de ações e ETFs 24 horas por dia, de segunda a sexta-feira).

A concorrente da Robinhood, a Webull é hoje uma das maiores corretoras de varejo dos EUA.

Fundada em 2018 pelo chinês Wang Anquan, a fintech ganhou o status de unicórnio (startup avaliada em mais de US$ 1 bilhão) em 2021.

A plataforma, que fez um IPO bilionário na Nasdaq em abril do ano passado, não abre dados específicos do mercado brasileiro por motivos regulatórios.

A empresa afirma apenas que está presente em 14 países e tem uma base de 26 milhões de clientes no mundo todo.

A corretora anunciou que oferecerá corretagem zero em contratos de futuros e de opções por 60 dias ou até 500 contratos de cada modalidade, o que ocorrer primeiro.

Além disso, dará acesso gratuito a dados de mercado da CME e da OPRA até o fim de 2026.

Após o fim dessa promoção, a taxa de corretagem deve ser de US$ 0,50 por contrato de opções, e variável para futuros.

O objetivo da empresa com esta nova estratégia é crescer entre os day traders brasileiros.

“Estamos dando a eles um mundo de volatilidade e liquidez”, disse Fabio Macedo, COO da Webull Brasil.

“Atualmente, o mercado americano oferece uma gama mais ampla de derivativos, diferentes vencimentos e maior liquidez que o mercado brasileiro, o que amplia as possibilidades de operação para o investidor ativo no Brasil.”

Segundo o executivo, a expectativa é que esses investidores passem a usar as operações nos EUA de forma complementar às do Brasil.