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Alta alavancagem, queima de caixa: Os problemas que a CSN (CSNA3) terá que resolver, segundo Moody’s

Alta alavancagem, queima de caixa: Os problemas que a CSN (CSNA3) terá que resolver, segundo Moody’s

A alta alavancagem é um problema para CSN (CSNA3), o que fez a Moody’s a rebaixar o rating da companhia para Ba3 para B2. Segundo a agência de classificadora de risco, a empresa terá que correr atrás para reduzir o seu endividamento se quiser sonhar com ratings melhores.

Vale lembrar: quando o rating piora, o custo de captação tende a subir

A companhia, por sua vez, já anunciou medidas para melhorar a situação financeira. O plano envolve a venda de participação minoritária em ativos de infraestrutura e de uma fatia majoritária nos ativos de cimento. A expectativa é levantar entre R$ 15 bilhões e R$ 18 bilhões.

Com os recursos, a CSN pretende reduzir dívida, diminuir despesas financeiras e aliviar riscos de liquidez relacionados aos próximos vencimentos.

Mas até lá, os indicadores de crédito permanecerão fracos e os riscos de liquidez elevados, principalmente em períodos de volatilidade de mercado e maior aversão ao risco, escreve a agência.

CSN: Ebitda melhora, mas alavancagem segue alta

Do lado operacional, a companhia até houve melhoras. O Ebitda passou de R$ 8,6 bilhões em 2024 para R$ 9,8 bilhões, enquanto a alavancagem ajustada medida pela Moody’s caiu de 6,7x para 5,5x.

A agência projeta que o índice permaneça entre 5x e 6x nos próximos 12 a 18 meses, considerando o cenário de queda nos preços do aço e do minério de ferro.

No médio prazo, a expectativa é de melhora para algo entre 4,0x e 5,0x, assumindo minério de ferro entre US$ 80 e US$ 100 por tonelada (61% Fe) e normalização das margens da siderurgia.

Mesmo com isso, a venda dos ativos é mais do que necessária se a empresa quiser ter um alívio real.

‘A menos que a CSN acelere a desalavancagem por meio de venda de ativos, redução de capex ou pagamento proativo da dívida, os indicadores de crédito e a geração de caixa livre serão mais compatíveis com uma classificação inferior’, afirma a agência.

Liquidez preocupa

No quesito liquidez, a Moody’s avalia que a empresa possui nível adequado no curto prazo, mas alerta que a queima de caixa e as futuras necessidades de refinanciamento podem elevar o risco no médio prazo.

A CSN encerrou o período com R$ 16,5 bilhões em caixa consolidado, dos quais R$ 13,6 bilhões estão concentrados na subsidiária de mineração.

‘A maior parte das necessidades de refinanciamento futuras está ligada à dívida bancária, e o próximo vencimento relevante de bonds ocorre em 2028. No entanto, com a atual queima de caixa, o risco de refinanciamento aumentou’, destaca a agência.

Outro ponto sensível é a alocação de capital dentro do grupo. A maior parte da dívida está concentrada na holding, enquanto a geração de caixa é majoritariamente proveniente da subsidiária de mineração — um descasamento que adiciona complexidade ao quadro financeiro.

Fonte original: moneytimes.com.br