Carregando cotações...

XP eleva projeção para Selic ao fim do ano para 13,75% e vê dólar a R$ 5

XP eleva projeção para Selic ao fim do ano para 13,75% e vê dólar a R$ 5

A persistência do conflito no Oriente Médio e o choque prolongado nos preços do petróleo têm levado os principais bancos centrais do mundo a adotar uma postura mais conservadora na condução da política monetária.

O Brasil aparece como um “vencedor relativo” no atual contexto geopolítico, por ser exportador líquido de diversas commodities, especialmente petróleo.

A cotação do Brent, que chegou a superar US$ 100 por barril, cerca de 65% acima dos níveis observados em janeiro, tem se mostrado mais resistente do que o inicialmente esperado.

A XP elevou a projeção para a Selic ao final de 2026 para 13,75%, ante 13,50% anteriormente, devido ao choque externo de energia e ao choque doméstico positivo de demanda.

O Brasil se diferencia das economias emergentes, pois os produtores de petróleo fora do Oriente Médio estão relativamente melhor posicionados, o que se reflete em melhora dos termos de troca, aumento das exportações e fortalecimento fiscal.

O Banco Central do Brasil (BCB) lida simultaneamente com um choque externo de energia e um choque doméstico positivo de demanda, impulsionado por medidas fiscais e parafiscais.

A XP revisou a projeção de inflação para 2026 de 5,1% para 5,3%, refletindo a piora disseminada da inflação corrente e os impactos adicionais do conflito no Oriente Médio.