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Petróleo fecha em alta de 2%, com continuidade de escalada militar entre EUA e Irã

Petróleo fecha em alta de 2%, com continuidade de escalada militar entre EUA e Irã

O petróleo fechou em alta próxima de 2% nesta quinta-feira (19), expandindo ganhos frente ao acirramento das disputas militares entre Estados Unidos e Irã e no Leste Europeu. O impasse sobre um acordo nuclear com o regime de Teerã aumenta os prêmios de risco da commodity ao ampliar chances de interrupção no fornecimento global.

Negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para abril fechou em alta de 2,07% (US$ 1,35), a US$ 66,40.

Já o Brent para o mesmo mês avançou 1,86% (US$ 1,31), a US$ 71,66 o barril, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE).

O presidente dos EUA, Donald Trump, disse que “boas conversas estão acontecendo com o Irã”, mas elevou o tom ao advertir que é preciso “um acordo significativo, ou então coisas ruins acontecerão”.

Segundo ele, Washington poderá “ir um passo além” caso não haja avanços e pontuou que “descobriremos algo em cerca de 10 dias” sobre as perspectivas de paz no Oriente Médio.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, também ameaçou os líderes de Teerã ao afirmar que haverá uma resposta inimaginável caso o país persa dispare mísseis contra o território israelense.

No mercado de predições Kalshi, as probabilidades de um acordo nuclear antes de abril caíram de 20% na quarta-feira para 12% nesta quinta, enquanto as chances de um acerto antes de agosto recuaram de 34% para 32%.

O Rabobank espera que qualquer interrupção no fornecimento pelo Estreito de Ormuz faça os preços subirem para mais de US$ 85, chegando até a US$ 100 por barril, mas a duração da interrupção determinará se o pico retornará a US$ 70 ou se as médias trimestrais ficarão entre US$ 80 e US$ 90.

Na Europa, drones ucranianos atingiram uma refinaria de petróleo da Rússia, em meio a ausência de avanços para uma solução diplomática do conflito.

Os preços do petróleo ainda tiveram leve aceleração após dados mostrarem queda inesperada e forte nos estoques dos EUA na semana passada, de 9,014 milhões de barris.

Fonte original: moneytimes.com.br